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Sofrendo com a ansidade? Veja dicas aqui para resolver isso

Sofrendo com a ansidade? Veja dicas aqui para resolver isso
28 de outubro de 2015 Erika Mendel

Um sentimento de excesso de ansiedade te atormenta com frequência? Você sabe por que ocorre? Você consegue amenizá-lo? Como? Sabe o que acontece se não resolve-lo?

Quem nunca teve um branco na hora de uma prova ou não conseguiu dormir por causa de uma pendência no trabalho? Essas pequenas preocupações afetam o cérebro e o corpo, e muitas vezes podem até virar doença.

Pense nas reações físicas que sentimos quando estamos muito ansiosos: falta de ar, taquicardia, boca seca, tremedeira, sudoreses, podem ocorrer tonturas, enjoos. Há os que roem as unhas ou os que querem comer tudo o que lhes passa pela frente, principalmente se for doce.

Sem falar nos problemas psicológicos: insônia, insegurança, irritabilidade, tristeza. São mais de 30 sintomas que podem aparecer do nada. Pode ocorrer também queda de cabelo, insônia, mau humor e tensão exagerada. 

Ansiedade, prima irmã do medo

A ansiedade é o sentimento típico de quem vive no futuro, se preocupando com as coisas que ainda vão acontecer. A carapuça te serviu?

Ela é um estado emocional com a qualidade do medo, desagradável, dirigido para o futuro, desproporcional e com desconforto subjetivo. De uma forma geral, a ansiedade é um sentimento incômodo e projetado para o futuro. A pessoa ansiosa vive num estado de alerta constante por causa de uma situação que pode acontecer e causar sofrimento.

Ambos surgem no mesmo sistema do nosso corpo, o límbico, e estão localizados nas mesmas regiões do cérebro. A diferença entre as duas sensações está na distância do perigo: na ansiedade, o motivo de preocupação está no futuro; no medo, a ameaça está próxima.

A origem da Ansiedade

A ansiedade funcional não é doença.. Cada emoção teve e continua tendo o seu papel crucial para o desenvolvimento humano. No passado algumas das emoções negativas tiveram um papel funcional decisivo para a manutenção da espécie, como por exemplo a ansiedade, que faz parte do nosso sistema de defesa.

Os homens das cavernas mais ansiosos (mais inquietos, atentos ao mundo à volta) tinham mais condições de fugir primeiro frente a uma ameaça de vida. Qualquer truque para escapar de predadores era bem-vindo. Foi principalmente nessa época que a ansiedade definia quem iria sobreviver e quem não. Os mais preocupados fugiam rapidinho, e os distraídos viravam presa fácil.

Hoje, muitas das emoções “perderam” parte da sua funcionalidade original e desta forma se tornaram um tanto quanto disfuncionais e provavelmente por isto, receberam o rótulo de “Negativas”.

“A ansiedade se torna patológica quando começa a atrapalhar a vida do paciente”, diz Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os números são alarmantes. Será que você faz parte dessa estatística?

Oito em cada 10 trabalhadores apresentam algum sintoma de ansiedade ao longo da carreira, segundo pesquisa de uma associação internacional voltada ao estudo do estresse. Em algum momento da vida, você vai sentir a sensação de que não vai dar conta das coisas. Não existe quem nunca tenha sofrido com a ansiedade (talvez os monges que vivem grande parte da sua vida meditando realmente não tenham passado!)

No Brasil, estima-se que 23% da população tenha algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida. São eles: a síndrome do pânico, o estresse pós-traumático, as fobias, o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno de ansiedade generalizada. A probabilidade de morrer de problemas cardíacos pode ser até 4 vezes maior para quem tem algum desses transtornos. Parece assustador, mas a boa notícia é que todos têm cura.

E ainda pode ficar pior:

A ansiedade pode se tornar uma doença ainda mais séria, então é melhor combate-la antes que isso aconteça!

Síndrome do pânico: Uma bola de neve: o estado de desequilíbrio da pessoa se inicia com crises de ansiedade. Ao sentir os sintomas, o paciente acha que está passando por um grave problema de saúde agravando ainda mais os sintomas.

Transtorno obsessivo-compulsivo: Conhecido como TOC, são pensamentos involuntários, geralmente ligados a 4 temas: limpeza, sexualidade, religião e violência. É o caso de quem acha que suas mãos estão sempre contaminadas ou que tem que se certificar da sua segurança de forma compulsiva.

Fobias: São medos desproporcionais a objetos e situações. Podem ser de animais, lugares fechados, pessoas, etc. Quase sempre, a pessoa reconhece que sofre em excesso.

Estresse pós-traumático: O distúrbio foi percebido pela primeira vez em veteranos de guerra que, muitos anos depois da batalha, não conseguiam esquecer as experiências traumáticas. Mas qualquer pessoa que foi vítima ou testemunha de extrema violência pode ter o distúrbio. Com o aumento do número de sequestros, homicídios e latrocínios, a doença ficou também mais comum.

Ansiedade generalizada: É difícil diagnosticar esse transtorno. Ele se caracteriza por uma preocupação extrema e constante que impede a pessoa de relaxar e de levar uma vida normal por longos períodos de tempo. Geralmente, é consequência de uma disfunção, que faz a pessoa focar em seus problemas e fantasiar outros novos.

Será que essas informações te incomodaram?  Será que você está apto a começar um movimento contra toda essa situação alarmante que aflige milhões de pessoas em todo mundo?   Espero que sim! Sinceramente espero que você possa se mobilizar para “se incluir fora das estatísticas”!

 

Um beijo com carinho e até a próxima!

Erika

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