Tem dúvidas ou sugestões pra me dar? Envie por esse formulário ao lado que eu faço questão de te responder pessoalmente 😉

Comentários

comentários

O Despertar de Sheila Na Gig – Inspiração para Abertura

O Despertar de Sheila Na Gig – Inspiração para Abertura
9 de janeiro de 2017 Erika Mendel

Antiga deusa do nascimento e da morte, a risonha Sheila Na Gig aprece com as duas mãos segurando aberta a sua yoni. Os celtas reverenciavam o poder sagrado dos órgãos genitais femininos, e usavam esculturas que a representavam como símbolo de proteção.

Ele representa uma categoria de imagens muito presentes nas portas de inúmeras igrejas e castelos, em sua maioria nas ilhas britânicas, e também no continente europeu.

Talhas figurativas da deusa nua de cócoras, com os joelhos afastados, mostram uma vulva exagerada,  e adornavam muitos portais de igrejas até serem derrubados e destruída pelos ofendidos…

As talhas são vestígios dum culto pré-cristão de fertilidade ou à Deusa Mãe. Sheila Na gig é retratada com a face da Deusa anciã em toda a sua glória e sabedoria.

Ela é retratada como uma ‘hag’ (sinônimo de bruxa, mulher velha) com cabeça e vulva desproporcionais ao corpo cadavérico, seios pendentes e murchos, e face que ora é assustadora ou sofrida, ora é de uma vivacidade notável. Ela é vibrante e desafiadora na beleza da sua idade. Essa beleza é direito de toda mulher, que deve reclamá-la. Ela desafia você a olhar para ela, enfrentar o medo de ficar velha e triunfar em sua celebração do que ficará velho e morrerá.

Mais tarde a Igreja Católica e o patriarcado transformaram esta representação da Deusa em símbolo do “demônio”. Mais uma vez um exemplo do massacre ao poder sexual feminino tão bem expresso na figura de Sheela Na Gig, que mesmo com uma aparência decrepita, triunfa com a sua sexualidade exposta, viva e alegre.

Shella seria um nome comum nas ilhas britânicas e também designaria mulher, dama ou senhora. O termo ‘Gig’ vem do nórdico e está relacionado à raça de gigantes, segundo as lendas haveria habita a Escócia.

Sheela Na Gig ensina que o medo da velhice é o medo da vida, o medo do ciclo natural de vida e morte. Ela mostra que há poder na velhice, que há glória na velhice e principalmente, que há autenticidade na velhice.

Shella não é uma deusa que celebra a sexualidade enquanto ato ou sentimento, mas enquanto possibilidade de encarnar, de concretizar, de materializar (uma criança, uma mudança de vida, uma ideia).

A Enciclopédia de Religião traça um paralelo entre a atuação de  Sheela e o  antigo mito irlandês da deusa da realeza.  Ela apareceria como uma bruxa sensual, e a maioria dos homens se recusava a aproximação dela, exceto por um homem que aceitou. Quando ele dormiu com ela, ela foi transformada em uma linda donzela que iria lhe conferir status e bendizer o seu reinado.

Sheela-na-gig, sempre foi um enigma para etimologistas, uma vez que ele se encaixa nas línguas já faladas nas ilhas britânicas e na Mesopotâmia, como o termo nu gug (“os pobres e os imaculados”) para designar mulheres que ocupava o cargo de prostitutas sagradas.

Isto, naturalmente não exclui a possibilidade e a probabilidade de que essa Deusa era objeto de meditação, bem como figuras quem demonstram a magia yoni mantendo as energias negativas para longe.

Sheila trabalha em nossas vidas como primeiro momento a limpeza das energias estagnadas. Depura nossa negatividade física, emocional e espiritual e vem trabalhar frequências energéticas negativa de doenças físicas arraigadas no contexto do sagrado feminino (em órgãos essencialmente femininos: útero, ovários, seios).

Ela ri provocantemente para você e a convida a juntar-se a ela na abertura, pois o estagnado e perturbador foi limpo. Ela te tira da limitação de sua energia para lidar com um ferimento, um luto, um final, ou então não o sentido da segurança para abrir-se.

Sheila Na Gig ri provocantemente para você e a convida a juntar-se à ela na abertura.  Está na hora de abrir-se a novas experiências, pessoas, lugares e coisas. É hora de começar novos projetos, forjar novas direções, aventurar-se corajosamente. O universo convida você a sair e brincar. Talvez você tenha precisado limitar sua energia para lidar com um ferimento, um luto, um final, ou então não tem sentido segurança para abrir-se. Talvez tenha precisado de um tempo de recolhimento, harmonização, concentração no seu íntimo. Sheila Na Gig está aqui para lembrá-la de que um período de contração é seguido pela expansão e pela abertura. É hora de alimentar a totalidade integrando o que a distensão, a expansão e a abertura trarão.

Comentários

comentários