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Brígida A Deusa Tríplice do Fogo

Brígida A Deusa Tríplice do Fogo
9 de janeiro de 2017 Erika Mendel

Brígida (também grafada como Brighid, Brigid ou Brigit) é uma deusa celta muito popular na Irlanda. Brígida era representada por três mulheres, Brígida, a poetisa, Brígida, a médica, e Brígida, a ferreira, sendo conhecida com a deusa da Tríplice Chama, pois o fogo alimenta as forjas, esquenta os experimentos dos alquimistas, e incendeia a mente dos poetas. Brígida é uma das deusas chamadas de pan-célticas, pois fora cultuada por todos os diferentes povos celtas.

As lendas mais antigas dão conta que num distante dia primaveril dois sóis despontaram no horizonte para iluminar o mundo. Um deles era o velho Astro-Rei que como sempre emergiu do Leste para iniciar sua caminhada costumeira pelo céu até encontrar seu descanso no Oeste, enquanto o outro anunciava o nascimento de uma filha dos Tuatha Dé Danann.

Como fosse uma revelação do que seria o destino daquela menina no mundo e marca de sua força, a casa onde nasceu ardeu até alcançar o céu numa chama de brilho imperecível nunca desfeita em pó , competindo em pé de igualdade com a luz do Sol durante o dia e até mesmo vencendo as trevas na noite.

Os que presenciaram o nascimento deste bebê de mística beleza puderam relatar de que no lugar de cabelos saiam de sua cabeça um pilar de fogo perpétuo solidificado em uma massa pétrea de cor vibrante que era como uma coroa de rubis a enfeitar ainda mais a face daquela criatura de ares sobrenaturais. Foi consagrada como a Deusa do Fogo.

Contudo, não era apenas fogo como elemento físico que representava a imagem daquela divindade na medida em que os celtas tinham uma interpretação toda peculiar a respeito dos elementos da natureza. Assim, por exemplo, encaravam o fogo como uma energia espiritual latente a todas as coisas e inerente a certos processos cognitivos do intelecto humano bem como também a alguns estados emocionais como paixão, caridade, amor. Dessa forma, Brigida era vista também como uma espécie de patrona das Artes e da Poesia.

Excalibur, A espada do Rei Arthur, foi forjada pela Senhora do Lago, com o fogo sagrado de Brighid.

Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Ela é uma divindade tão intensamente relacionada à sacralidade feminina que a nenhum homem era permitido ultrapassar a cerca ao redor do seu santuário.
Seu domínio é o coração, a poesia e criatividade.

Seus animais sagrados: a cobra, a vaca, o lobo e o abutre:

A Cobra é a “Serpente Criadora” que era guardada em seus santuários onde oráculos eram revelados aos homens. O seu segundo animal é a Vaca Sagrada. Seu abundante leite nutre humanos e crianças. Ela é conectada com o lobo, pois ele é um dos animais totem das Ilhas britânicas. E em seu aspecto de Deusa da Morte, ela está associada com o Abutre ou outras aves de rapina. Igualmente lhe é sagrado o cisne, tanto o branco quanto o negro. Os antigos povos europeus acreditavam que o cisne era o resultado da união da serpente com o pato, simbolizando o fogo e a água respectivamente, ambos sagrados para Brigid.

Os inúmeros nomes da Deusa originaram-se nos vários locais de seu culto, assim como suas representações. Tão diversos quanto seus nomes, são seus títulos, que descrevem seus atributos: Brigid, a Vitoriosa, Guerreira imortal, Rainha do Povo das Fadas, Mãe da canções e poesias, Senhora das fontes, Chama do coração das mulheres, Fogo que arde sem cinzas, Mãe da sabedoria, Deusa da cura com manto verde e voz doce.

Brígida A Santa
Ela foi absorvida pela Igreja Católica Romana quando a Irlanda foi convertida ao cristianismo e tornou-se St. Brigid. Uma composição de personagens irlandeses e galeses deu origem à Santa, cujo principal título era ”Brigid do manto verde e dos cabelos de ouro (ou fogo)”, traços marcantes das imagens da Deusa.
Ela supostamente nasceu entre os anos de 439 e 452 e morreu entre 518 e 525 de nossa era, sendo filha de um druida e de uma escrava pagã. Era uma moça generosa, sem interesse em namoros, apenas na vida religiosa.
Tornou-se freira, depois abadessa e criou uma comunidade com outras sete virgens em Cill Dara (atual Kildare), Irlanda, que cresceu até se transformar em um grande mosteiro, primeiro centro irlandês de estudos e artes. Sua vida foi repleta de milagres, que reproduziam os atributos da Deusa (fertilidade, abundância, cura, o dom de falar com animais, a chama eterna no seu altar cuidado por 19 freiras), com especial ênfase no auxílio a mulheres, pobres e doentes.
Sua representação como Santa tem elementos reais e míticos, mas foi através dela que a igreja cristã celta permitiu a perpetuação – de maneira velada e adaptada – da reverência e culto da deusa Brigid.

O festival de Brighid
O festival de Brighid, é celebrado em ou em torno do dia 1.o de Fevereiro no hemisfério norte, e 1º de agosto, no Hemisfério Sul, quando ela “conduz a primavera para a terra depois do domínio do Inverno”. Esta festa de meio de Inverno começa conforme as ovelhas começam a lactar e é o começo do novo ciclo de agricultura. É quando a terra está se recuperando do inverno, e o Sol se fortalecendo para a primavera.
Época de festas alegres, tochas e fogueias, comidas condimentadas e sucos e vinhos de sabores marcantes. É também chamado de Festival da Noiva, é a época de início do processo de aragem da terra e do plantio.

Pílulas de Felicidade

Brigid nos diz que uma vida sem o calor de sua chama de inspiração é totalmente insípida. Abra seu coração e permita que a inspiração seja o alimento de sua alma, para que você possa se tornar mais segura e energética.

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